terça-feira, 22 de outubro de 2013


Uma Garrafa no mar de gaza

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Tal Levine é uma garota israelense de 17 anos. Ela nasceu em meio a guerra,e a luta pela paz e em apoio ao povo palestino. Seus pais são defensores da convivência de paz entre a Palestina e Israel. A história tem início em setembro de 2003, na cidade de Jerusalém.

É noite,e Tal está se preparando para dormir quando escuta um barulho alto, sua casa estremece. Uma explosão,um atendado. 

O atentado ocorreu no café Hillel,bem próximo de sua casa. Entre as vítimas estava a jovem, que horas depois se casaria. No momento do atentado ela estava lá, sentada ao lado de seu pai.
Este drama torna-se uma reflexão para Tal. Ela não se conforma com o tamanho da violência e não quer reagir como os outros, com ódio no coração. Sua vida se desenrolou sempre com a esperança, e esta pequena chama que a leva a tomar uma decisão arriscada.

Tal escreve apenas para desabafar, mas em meio à aula de Biologia ela se dá conta de que precisa compartilhar seus pensamentos com alguém. Então decide depositar suas palavras em uma garrafa e a entrega ao irmão, Eytan, soldado a serviço de Israel na fronteira com a Faixa de Gaza, para que a lance ao mar.

Sua intenção é que uma garota palestina, da mesma idade, com a mesma esperança, encontre esta mensagem é para a possibilidade do diálogo entre os dois povos. O destino, porém, tem outros planos.
A garrafa é encontrada por um jovem palestino de 20 anos, Naim, identificado, como Gazaman. A conversação é difícil, pois ao contrário de Tal,ele já não acredita mas na paz. Ele reage de forma negativa, zomba de Tal, mas a garota não desiste, e pouco a pouco encontra o caminho que leva ao seu coração.

As mensagens trocadas entre ambos retratam a realidade de Israel e da Palestina como jamais qualquer jornalista ou especialista no Oriente Médio poderia reproduzir. Bem como as semelhanças e diferenças entre ambos.

Uma das cenas mais emocionantes é a descrição do assassinato de Yitzhak Rabin, no dia 4 de novembro de 1995. Nunca a paz esteve tão perto, e a independência da Palestina tão próxima. Mas seus opositores estavam determinados a reverter o quadro, e os anseios de tantos foram mais uma vez frustrados.

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