domingo, 12 de maio de 2013



           Natal na Barca - Lygia Fagundes Telles 



                                   


A história se passa em uma barca que faz a travessia de um rio na noite de Natal. Faziam a 
viagem, além da narradora, um bêbado e uma mulher com um manto escuro cobrindo-lhe a cabeça e carregando uma criança no colo. Depois de algum tempo estabeleceu-se um diálogo entre as duas mulheres e a narradora soube que a outra perdera um filho e que fora abandonada pelo marido.

 A mulher contou-lhe também que estava naquela barca porque precisa levar seu bebê ao médico, pois a criança estava doente. A simplicidade e a fé da mulher do manto chamaram a atenção da narradora, que demonstrava ser uma pessoa descrente.

 Em um determinado momento a narradora levanta o xale que cobre o menino e constata que ele está morto, mas não diz nada à sua mãe. Ao terminar a viagem ela só pensa em descer da barca e ir embora para fugir daquela situação. Porém, o menino acorda, como se estivesse simplesmente dormindo.

           Felicidade Clandestina - Clarice Lispector 

                                                        

Neste conto, a narradora em primeira pessoa descreve a sua história de infância a respeito de conseguir um livro emprestado de uma “garota má”, que é filha de um livreiro, e que apesar de possuir muitos livros não gosta de ler, e promete a menina um livro emprestado, porém sempre que ela vai buscar a garota má inventa uma desculpa para não empresta o livro.


Certo dia a mãe da garota má descobre toda a verdade, de que a sua filha estava sempre enganando, e assim a menina consegue o livro que tanto queria ler, e com isso vai lendo o mesmo aos poucos, como se não quisesse que ele chegasse ao fim, como quem não deseja gastar a felicidade.


 Amor - Clarice Lispector

Os contos dos anos 60 foram marcados pela abordagem de conflitos psicológicos e crises de identidade. Em geral, os autores dessa época buscavam traduzir com dramaticidade e riqueza metafórica as crueldades do mundo real. E “Amor” de Clarice Lispector transcreve muito bem essa busca por mostrar o mundo como ele é.
  
  Por muitos anos Ana se deparou com situações inalcançáveis que provocavam nela grande exaltação e uma certa felicidade, que ela considerava de tão grande, insuportável. Cansada de viver assim, a mercê das emoções e sempre com os desejos fora do seu alcance, Ana resolveu trocar toda essa “instabilidade” por uma “firme vida de adulto”. Ela acreditava que era possível viver sem felicidade e assim levava a sua vida.

    Agora, dona de casa, casada e com dois filhos, Ana não esperava e não queria esperar mais nada da vida. Estava satisfeita com a vida estável que levava. Ana escolhera e quisera viver assim: tranqüila e fixa.Foi então que, enquanto voltava para casa de bonde, viu um cego, um cego que mascava chicletes. Esse momento vai ser desencadeador de uma “perigosa” vontade de viver que ela achou dentro de si. Era o amor que ali ressurgia; no entanto, para ela era o mal que estava feito.

    “Amor” conta a melancólica estória de Ana que se acostumou a viver sem felicidade e se conformou em conviver, dentre de si, com uma velhice prematura.Clarice é precisa, apesar de metafórica, no relatar dos sentimentos, das confusões psicológicas, das incertezas emocionais, da tranqüilidade indesejada, do nojo e do fascínio pelas “novas-velhas” sensações, pelo rompimento dos dias forjados que levava nos quais era feliz em não discordar e estava sempre disposta a não ver defeitos.

    Clarice metaforiza com a sensibilidade e competência que lhe são inerentes as tantas pessoas (não só mulheres) existentes nesse mundo real e cruel, que são inculcadas com a idéia de que é melhor viver sem felicidade do que instavelmente com amor. Mais do que isso, Clarice critica a preguiça e o conformismo que muitas pessoas têm e que, por isso, acabam por simplesmente existir, abandonando e apagando aos poucos a chama da vida.

    Vale a pena se deliciar das palavras tão belas e simultaneamente tristes que perfeitamente transcrevem a realidade e os conflitos psicológicos que Ana carrega. Após a leitura é inevitável pensar como o conto de Clarice Lispector em nenhum momento se torna ultrapassado e quantas “Anas” ainda existem no mundo de hoje.

        Biografia de Lygia Fagundes Telles



                                       


Lygia Fagundes Telles (1923) é escritora brasileira. Romancista e contista, é a grande representante do pós-modernismo. É membro da academia Paulista de Letras, da Academia Brasileira de Letras e da Academia de Ciências de Lisboa. O estilo de Lygia Fagundes Telles é caracterizado por representar o universo urbano e por explorar de forma intimista, a psicologia feminina.

Lygia Fagundes Telles (1923) nasceu em São Paulo, no dia 19 de abril de 1923. Filha de Durval de Azevedo Fagundes, advogado, passou sua infância em várias cidades do interior, onde seu pai era promotor. Sua mãe, Maria do Rosário Silva Jardim de Moura era pianista. Seu interesse por literatura começou na adolescência. Com 15 anos publicou seu primeiro livro, "Porão e Sobrado". Formou-se me Direito e Educação Física, na Universidade de São Paulo porém, seu interesse maior era mesmo a literatura.

Sua estréia oficial na literatura deu-se em 1944, com o volume de contos "Praia Viva". Casou-se com o jurista Goffredo Telles Júnior, com quem teve um filho. Divorciada, casa-se com o ensaísta e crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes. Em 1982 foi eleita para a Academia Paulista de Letras. Em 1985, tornou-se a terceira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras. Em 1987 é eleita para a Academia das Ciências de Lisboa.

Entre os muitos prêmios que recebeu, destacam-se o Prêmio Afonso Arinos da Academia Brasileira de Letras, em 1949; o Prêmio do Instituto Nacional do Livro, em 1958; o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, por "Verão no Aquário", em 1965; o Prêmio Coelho Neto da Academia Brasileira de Letras, em 1973; o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do livro, com a obra "As Meninas", em 1974; o Prêmio Jabuti com a obra "Invenção e Memória", em 2001; e o Prêmio Camões recebido no dia 13 de outubro de 2005, em Porto, Portugal.

Alguns dos contos de Lygia Fagundes Telles

Porão e Sobrado, contos, 1938
Praia Viva, contos, 1944
O Cacto Vermelho, contos, 1949
Ciranda de Pedra, romance, 1954
Histórias do Desencontro, contos, 1958
Verão no Aquário, romance, 1964
Histórias Escolhidas, contos, 1964
O Jardim Selvagem, contos, 1965
Antes do Baile Verde, contos, 1970
As Meninas, romance, 1973

sábado, 4 de maio de 2013


                           Música: "Índios do Brasil"


A música está relacionada com o livro Ekoaboka. A tarefa era escolher uma música e isso seria uma foram de avaliação da professora Ilvanita,a música está mais relacionada com o capitulo 3 do livro,onde ocorre os desmatamentos.


Índio do Brasil
  

  David Assayag 



Sou igara nessas águas
Sou a seiva dessas matas
E o ruflar das asas de um beija-flor!

Eu vivia em plena harmonia com a natureza
Mas um triste dia, o kariwa invasor
No meu solo sagrado pisou.
Desbotando o verde das florestas,
Garimpando o leito desses rios
Já são cinco séculos de exploração
Mas a resistência ainda pulsa no meu coração

Na cerâmica marajoara, no remo sateré
Na plumária ka'apor, na pintura kadiwéu
No muiraquitã da icamiaba



    Reportagem : Desmatamento ilegal das terras indígenas


 A reportagem mostra o desmatamento ilegal das terras indígenas,assim,mostrando a operação da FUNAI,IBAMA,PF e FNS para combater esses desmatadores. E essa reportagem tem haver com o capítulo 3 do livro Ekoaboka,quando desmatadores asiáticos,querem devastar as terras indígenas e foi solicitada pela professora Ilvanita como uma forma de avaliação em nossa contação de história sobre o livro .

Video retirado aqui

quinta-feira, 2 de maio de 2013

                                     

                          O Cidadão de camisa preta


   
 Acordei no domingo bem cedo,tomei café da manhã reforçado e me preparei para ir ao ponto tomar me ônibus,estava indo ao shopping.

Eu achei que neste domingo não teria um movimento muito grande como há no meio de semana,engano meu,o ponto estava lotado,não estava cabendo mais ninguém no ônibus e eu estava lá no sol quente á espera de um ônibus mais vazio. Esse ônibus mais "vazio"chegou. 

E naquele sol muito quente,entrei no ônibus,que estava abafado e lotado.

Quando o motorista parou no ponto e entrou um cidadão de camisa preta,escutando funk numa caixa de som e eu pensei :
- Para completar,isso vai acabar com o meu dia

E isso me incomodou muito,pois o volume estava muito alto e o ônibus estava cheio,não tinha escapatória e esse cidadão não se importava com a privacidade sonora dos outros passageiros.

Ele estava do meu lado,meu ouvido estava zunido com aquelas músicas.Enfim,chegou meu ponto e aquele domingo que era para ser bom,acabou sendo péssimo,por passar o dia inteiro com dor de ouvido.

Atividade solicitada pela professora Ilvanita,com as regras ditadas por ela em sala de aula.


                                            Uma galinha 

                                        Clarice Lispector



O conto fala de uma galinha iria ser cozinhada e não passava de nove horas da manhã.
Fala de uma família que comprou a galinha no sábado,na hora de preparar ela quase fugiu,mas vacilou e deu tempo da cozinheira dar um grito,ela ficou no telhado do vizinho e a família viu o almoço pela chaminé.

O dono da casa vestiu um calção de banho e subiu no telhado,até ai foi uma perseguição que chegou a ser percorrido um quarteirão atrás da galinha,depois de muito sacrifício,ele conseguiu segura-lá.De pura afobação a galinha pôs um ovo,surpreendida e exausta.

A menina foi a única que viu a cena e a partir do que viu,já não queria mais que a matassem,pois segundo ela a galinha só queria o bem deles.O pai se surpreendeu com a história da galinha e reforçou a opinião da filha,dizendo a mãe :

-Se você mandar matar essa galinha,nunca mais comerei galinha na minha vida. 

A mãe cansada deu os ombros e com isso a galinha passou a morar com a família,a galinha tornou-se a rainha da casa. Até que um dia mataram-na,comeram-na e passaram-se anos.


Atividade solicitada pela professora Ilvanita,a partir da leitura do conto na biblioteca.

 Soneto Curumim Poranga


Era um menino curioso
Procurando um índio charmoso
Giovani achou um índio
Da sua idade  e que a mãe dele

Já morou na sua cidade
Giovani queria aprender Tupi
Mas o índio mandou uma mensagem,
Dizendo hihi. Pois o garoto da cidade já fala Tupi

Giovani não entendeu,mas o índio não se perdeu
O índio combinou com o Giovani todas as 
Palavras em Tupi estariam em negrito

O Índio revelou que gosta de comer
pipoca,paçoca,mandioca e que mora em 
Manaus em uma oca.

Atividade solicitada pela professora Ilvanita,a partir do texto entregue na sala.

Entrevista Clarice Lispector




Nascida na Ucrânia em 1920, Clarice foi emigrada junto com sua família para o Brasil. Clarice diz que é uma pessoa bem alegre,mais ela andava muito mal,pois o câncer estava deixando ela triste,cansada e pode-se,perceber que em varias perguntas do entrevistador,ela prefere não responder. 
  
E em muitos momentos da entrevistas Clarice se demonstra cabisbaixa e ela diz também que não se considera uma escritora profissional e sim uma amadora, pois só escrevia quando havia inspiração e vontade. .
  
Na entrevista, Clarice conta que havia outras escritoras em sua família, como duas de suas irmãs e sua mãe. Apesar da descoberta recente de que sua mãe também escrevia, ela diz que ficou muito contente com isto.
 
O vídeo foi passado pela professora Ilvanita,que nos ajudou muito,a conhecer Clarice e perceber como o câncer estava fazendo mal a ela.
    
  Vídeo retirado aqui


Biografia Clarice Lispector

Clarice Lispector (1920-1977) foi escritora e jornalista brasileira. "A Hora da Estrela" foi seu último romance, publicado em vida.
Clarice Lispector (1920-1977) nasceu em Tchetchelnik na Ucrânia, no dia 10 de dezembro de 1920. Filha de família de origem judaica, Pinkouss e Mania Lispector. Sua família veio para o Brasil em março de 1922, para a cidade de Maceió, Alagoas, onde morava Zaina, irmã de sua mãe. Nascida Haia Pinkhasovna Lispector, por iniciativa do seu pai, todos mudam de nome, e Haia passa a se chamar Clarice.

Em 1925 mudam-se para a cidade de Recife onde Clarice passa sua infância no Bairro da Boa Vista. Aprendeu a ler e escrever muito nova. Estudou inglês e francês e cresceu ouvindo o idioma dos seus pais o iídiche. Com 9 anos fica órfã de mãe. Em 1931 ingressa no Ginásio Pernambucano, o melhor colégio público da cidade.Clarice foi uma grande escritora,na maioria das vezes suas personagens eram mulheres,sempre com algum tipo de sofrimento. Clarice Lispector morreu no Rio de Janeiro em 9 de dezembro de 1977. de câncer no ovário e foi enterrada no cemitério Israelita do Caju. Algumas das suas obras :

Perto do Coração Selvagem, romance, 1944
O Lustre, romance, 1946
A Cidade Sitiada, romance, 1949
Alguns Contos, conto, 1952
Laços de Família, conto, 1960
A Maçã no Escuro,romance, 1961
A Paixão Segundo G.H., romance, 1961
A Legião Estrangeira, conto, 1964
O Mistério do Coelho Pensante, literatura infantil, 1967
A Mulher Que Matou os Peixes, literatura infantil, 1969
Uma Aprendizagem ou Livro dos Prazeres, romance, 1969
Felicidade de Clandestina, conto, 1971







Soneto do livro Ekoaboka




Soneto do livro Ekoaboka

Alex e Catu foram caçar
Descobriram uma empresa que queria desmatar
Ficaram revoltados e queriam atacar,
Chantal-se surpreendeu,pois se apaixonou por um amigo que não era seu

Catu ficou todo sem graça,sabia que aquela menina era a sua próxima caça
Foi na prainha onde jogou pedrinha,naquela menininha
Chantal com raiva tacou uma pedra em Catu
E o acertou para machuca-lo,se arrependeu

Saiu correndo para salva-lo,
A canoa virou e eles quase se beijaram
Chantal fugiu,ela se irritou e o xingou

Chegou no barco-casa e desabafou
Depois eles se acertaram
E como um casal lindo,se apaixonaram.

Atividade solicitada pela professora Ilvanita.


Resumo do livro Ekoaboka



O livro fala de uma família que vai passar férias na Amazônia. Léo, Marina, Babu, Alex, Chantal, Txai . Léo e Babu foram a Amazônia em busca da cura, Txai e Alex no inicio da viagem foram os que mais se divertiram com os seu amigos índios, Chantal era a mais chata, que reclamava de tudo, mas quando ela conheceu a prainha, se acalmou um pouquinho.

 Alex começou a ficar mais tempo na aldeia, do que no barco-casa, Chantal se apaixonou pelo Catu amigo índio de Alex, passavam o dia inteiro juntos, Txai ficava o dia inteiro brincando com seu amigo Uã, Léo e Babu continuavam em busca da cura, Marina passava o dia inteiro no Barco-Casa, sentindo falta da cidade.

 Bem, o que mais chocou Alex, foi quando ele viu a empresa que queria desmatar a área dos índios, ele ficou muito revoltado, ele e os índios queriam atacar. No final, Chantal não queria ir embora, pois, ela não queria ficar longe do Catu. 

Alex, ficou muito interessado na cultura dos indios e acabou ficando lá, iria voltar quando tivesse o vestibular. Léo e Babu acharam a cura. E assim acabou o livro Ekoaboka, eu achei a história muito importante, pois, aprendi muito sobre diversos costumes dos índios, que existe muita influência da língua deles para a nossa, enfim, gostei muito do livro, e recomendo para quem gosta de uma boa aventura.

 Atividade proposta pela professora de português,Ilvanita,na sala de aula.